domingo, 25 de dezembro de 2016

Capítulo 2

Seus braços eram fortes e musculosos. Surpreendera-se ao vê-lo carregando sozinho o móvel pesado como se fosse um cesto de vime. Estava usando uma calça preta e uma camisa polo azul-turquesa. Parecia um atleta. Sua aparência não a fazia pensar em alguém que passava seus dias atrás de uma escrivaninha.
— Desculpe-me — ele murmurou e pôs-se a examinar os arranjos de flores. — Eu não deveria estar me intrometendo em seus negócios.
— Conselhos sempre são úteis — ela respondeu baixinho, como se temesse que a qualquer movimento mais brusco, ele sumiria de sua frente em uma nuvem de fumaça.
Ainda não conseguia acreditar! Zachary Efron estava em sua loja!
Seu ídolo deveria estar pensando que ela não estava em seu juízo perfeito, conversando com ele como se o conhecesse desde sempre. Mas era exatamente assim que ela se sentia. Embora morasse na Califórnia, ele viera ao grande evento beneficente promovido pela família Tisdale, a mais rica de Minneapolis, no mês anterior, e sua foto fora publicada no Star Tribune. E ele também era noticia nas páginas das revistas Time e Newsweek.
Seu fascínio por aquele homem começara como uma brincadeira. Vira uma foto dele no jornal e fizera um comentário sobre ser capaz de perder a cabeça por alguém como ele com suas amigas Selena Gomez e Ashley Tisdale. Elas riram. Selena rasgou a foto e deu a Vanessa. Depois a aconselhou a dormir com a foto sob o travesseiro, dizendo que era uma simpatia de amor.
Vanessa riu da sugestão, mas guardou a foto. Estava de luto pela morte da mãe e muito só. Quando sonhava com Zachary Efron sentia-se mais viva. Assim, passara a ler tudo que lhe caia nas mãos sobre o filho do dono das empresas Efron’s. Um verdadeiro perito em softwares, Zachary havia criado um sistema operacional para computadores à idade de vinte anos. Ele era tão importante que cuidava da segurança nos sistemas de informática do Congresso. No dia anterior, havia almoçado com o presidente!
O que Zachary Efron pensaria a seu respeito se lhe dissesse que era com sua foto que ela estava falando alguns minutos antes? Que ele era o homem de seus sonhos?
Observou-o enquanto examinava os vasos e brincava com os efeitos colocados à entrada e que produziam um agradável tilintar conforme eram tocados pela brisa.
Não pretendia apressá-lo, mas estava mais do que curiosa em descobrir a razão de sua presença na humilde floricultura.
— Sua loja é muito bonita — ele disse, por fim. — Organiza festas de casamento também ou cuida apenas da decoração?
— Como sabe?
— Há um cartaz na vitrine.
Ela se sentiu uma tola.
— Oh, é claro.
— Se você se anunciar como consultora de eventos, será mais valorizada e poderá cobrar um preço melhor.
— Para quê? — Vanessa retrucou. — Meus preços são razoáveis. Além disso, ainda não tenho muita prática. Você conhece a família Tisdale, não? Eu os ouvi falarem a seu respeito.
— Você tem amizade com aquelas pessoas? — ele perguntou com expressão indiferente.
— Demi, uma grande amiga minha se casou com Alexander Tisdale. Ela me contratou para cuidar de todos os detalhes que envolviam a cerimônia. Agora será a vez de Ashley, a irmã de Alexander. Ela está noiva de Christopher French. O casamento está marcado para daqui a alguns meses, mas ela já me contratou. Quer que a ocasião seja memorável, como nos contos de fadas.
— O tipo de casamento que você desejaria para si própria?
— Sim — Vanessa respondeu —, mas que não poderia ter com meu parco orçamento.
Zachary estava surpreso. As pessoas não costumavam fazer confidencias tão facilmente com ele. Deveria ser o ambiente de magia daquela loja.
— Seus pais não a ajudariam? — Ele fingiu desconhecimento.
— Meu pai se foi antes de eu nascer, e minha mãe faleceu no ano passado.
Ela se curvou para examinar um vaso. Tirou uma folha seca. Ele ficou olhando, sem perceber, para um lenço que estava saindo de seu bolso, e, é claro, para as formas arredondadas e femininas.
De repente, Zachary percebeu que a resposta não era a que ele esperava. Vanessa Hudgens pensava que o pai estava morto?
— Sinto muito.
— Obrigada. Mas... Gostaria de comprar algo, Sr. Efron?
— Em primeiro lugar, por favor, chame-me de Zachary. Afinal, esta não parece ser a primeira vez que me vê.
Ela tornou a mexer na planta.
— Os Tisdale me falaram a seu respeito.
— Mas você reconheceu meu rosto.
— Sim. Eu o vi no noticiário de ontem.
— Oi, Vanessa! Desculpe o atraso.
Um jovem de boné do time Minnesota Twins entrou na loja. Carregava uma luva de beisebol debaixo do braço. Deveria ter dezesseis ou dezessete anos.
— Que jogo! — exclamou — Nós os vencemos por... — Ele olhou para Zachary e novamente para Vanessa. — Ele não é...?
Vanessa colocou-se imediatamente de costas para Zachary.
— É Zachary Efron.
— Sim, eu sei. Ele é ...
— Ele está de visita a nossa cidade — Vanessa interrompeu o rapaz. — Por favor, cumprimente-o e apresse-se. Como você mesmo disse, está atrasado. Há entregas a serem feitas.
Que estranho Zachary pensou. Ele também sabe quem sou. Ambos devem lidar com computadores. Por que outro motivo teriam interesse em sua pessoa?
— É aquele móvel que você queria que eu mudasse de lugar? — Austin perguntou.
— Isso pode ficar para depois. — Vanessa puxou-o pelo braço em direção à câmara fria. — Primeiro entregue estas duas caixas e esse buquê.
Austin retirou as flores do refrigerador e tornou a falar com Zachary.
— Faz tempo que tento convencê-la a se modernizar. Talvez consiga persuadi-la a investir em um computador.
— Pensei que estivesse satisfeito com seu trabalho aqui — Vanessa respondeu em tom irritado.
Zachary sentia-se cada vez mais aturdido. Quando ficaram a sós novamente, ele perguntou.
— Ainda não informatizou seu negócio?
— Não — ela admitiu. — Tenho a impressão de que aprender grego é mais fácil.
— Você ficaria surpresa com a rapidez com que se acostumaria a usar um computador e quanto ele facilitaria seu trabalho.
Vanessa cruzou os braços.
— Eles perdem informações preciosas. Já vi pessoas se descabelarem de nervoso.
— Um dia maravilhoso para você!
A saudação ecoou pela loja. O gnomo dizia aquelas palavras em intervalos de vinte minutos. Isso significava que Zachary Efron se encontrava na floricultura todo esse tempo, e ela ainda desconhecia o motivo que o levara a entrar.
— O que o trouxe aqui? — Vanessa não resistiu mais a curiosidade.
— Tenho uma proposta para lhe fazer.
Vanessa enrubesceu. Uma proposta? Que tipo de proposta? Algo relativo a sexo? Por mais atraída que estivesse por ele, era uma mulher romântica. Não seria capaz de se envolver com alguém sem amor.
— Uma proposta estritamente comercial.
— Olá, Vanessa, querida!
Vanessa mordeu o lábio ao ver a visitante, uma senhora de cabelos grisalhos.
— Boa tarde, sra. Bauer. — Se não parassem de interrompê-los, ela nunca saberia a razão da presença de Zachary Efron em sua loja. — Em que posso servi-la?
— O reverendo Kruger está doente.
— Espero que não seja nada sério.
— É tão sério que mandarão um substituto para os serviços desta semana, o reverendo Schmidt. E ele é alérgico a goivo. Pela conversa entre as duas mulheres, Zachary adivinhou que goivo era uma flor que Vanessa usava nos arranjos que enfeitavam a igreja. Ela era uma jovem simples e ingênua. Pela primeira vez, ele se perguntou se deveria seguir em frente com seu plano de envolvê-la em sua vingança contra Greg Hudgens.
Imagem relacionada

Eitaaa qual será essa proposta do Zac hein!??
E porquê será que ele quer essa vingança?!
Já estou com dó da Vanessa por essa vingança de Zac... Quero nem ver quando ela
descobrir sobre isso!
Obrigada meninas estou muito feliz de ter voltado também 😄
Beijoos 😘
E até qualquer momento...

3 comentários:

  1. Espero que o Zac desista dessa vingança, mas se apaixone realmente pela Vanessa
    Estou super ansiosa pelo próximo capítulo
    Posta logo amr
    Xoxo

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  2. Tava morrendo de saudades das fica que vc posta.To com pena da Vanessa também,tadinha tão delicada e ingênua,tomara que ele não seja ruim pra ela, posta mais logo

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  3. Tava morrendo de saudades das fica que vc posta.To com pena da Vanessa também,tadinha tão delicada e ingênua,tomara que ele não seja ruim pra ela, posta mais logo

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