quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Capítulo 4

Embora sua vontade fosse largar tudo que estava fazendo para ir ao encontro de Zachary Efron, Vanessa continuou arrumando um vaso com flores do campo como se não o tivesse visto.
Suas mãos tremiam tanto que despetalou uma margarida sem notar. Não conseguira conciliar no sono, na noite anterior. Tentara se distrair assistindo a um filme antigo pela televisão e andara quilômetros dentro do apartamento.
Agora, Zachary não era mais um sonho. Era real.
Ele olhou para Yarg ao entrar. Estava usando jeans e camiseta azul-clara.
— Bom dia, Srta. Hudgens — cumprimentou.
— Um dia maravilhoso para você!
— É o que desejamos Yarg e eu ao senhor, Sr. Effon — Vanessa murmurou.
— Há algum dispositivo que controla o volume?
— Não. Apenas um botão para ligar e desligar. Posso me deixar embalar pela esperança de que sua presença significa o fim de minha curiosidade?
— O suspense a perturbou?
— Muito. — Ela foi sincera.
Em vez de fitá-la, como desejaria que ele fizesse, Zachary dirigiu-se à vitrine e olhou para as flores.
Na noite anterior, Vanessa havia relido todos os artigos que recortara de revistas e jornais a respeito de Zachary Efron. Ele era um livro aberto sobre sua vida profissional. Sua vida pessoal, contudo, era trancada a sete chaves. As entrevistas feitas com algumas poucas mulheres com que ele fora visto o descreveram como frio e pouco romântico.
Vanessa não acreditava que fosse frio. Apenas sério.
Ele só se afastou da vitrine quando um homem moreno, com um uniforme marrom, entrou na loja carregando uma caixa.
— Oi, Vanessa. Resolveu, por fim, atualizar-se?
— De que está falando, Marcos? — Vanessa estranhou. O homem colocou a caixa sobre o balcão.
— Trouxe seu computador.
— Meu computador? — ela repetiu, atônita. — Trata-se de um engano. Eu não comprei um computador. Pode levar a caixa de volta para o caminhão.
— Não há engano — Marcos respondeu. — Vou buscar os acessórios e já volto. Você terá de assinar o recibo de entrega.
Vanessa esperou que Marcos a deixasse a sós com Zachary para reclamar:
— É o logotipo de sua empresa na caixa?
— Acho que você está certa.
— Não posso aceitar esse tipo de presente.
— Eu disse que era um presente?
Vanessa franziu o rosto. Por acaso, Zachary esperava que ela fosse pagar por algo que não encomendara? E que não queria? Não. Aquele não era o homem de seus sonhos. Aquele homem a respeitava, reconhecia sua inteligência, sua capacidade e seu bom senso. Mas esse homem que acabara de entrar em sua floricultura dava-se ares de importância. Quem era ele para dizer como deveria conduzir seus negócios?
— Não estou em condições de investir em equipamentos caros.
— Eu não lhe mandei o equipamento, sem seu conhecimento, esperando que me pagasse.
— Mas disse que não se trata de um presente.
— Não é um presente — Zachary respondeu. O jeito de Vanessa agradava-o muito. Ela parecia saber o que queria na vida.
— Assine o recibo, e eu lhe darei todas as explicações que quiser.
Marcos precisava ir embora. Ela assinaria o recibo para liberá-lo. No dia seguinte, devolveria tudo.
— Em poucos minutos, a vizinhança inteira estará sabendo — ela protestou.
— A culpa não foi minha. Não fui eu quem criou a confusão. — Zachary se defendeu.
— Eu deveria ter imaginado que um homem como você faria valer sua vontade.
— Um homem como eu?
— Analítico, brilhante e espirituoso, segundo as publicações que li.
— Você é ambiciosa e trabalha duro — Zachary afirmou. — Respeito essas qualidades. Você está tentando transformar o que já é uma loja encantadora, em um negócio que atrairá mais clientes.
— Sem perder os antigos.
— O café, na esquina, está atraindo pessoas de lugares distantes.
— Sim, é muito agradável e bem montado. O local está progredindo. Há outras boas lojas a serem inauguradas em breve. Os imóveis nesta rua estão valendo muito. Eu não teria condições de manter minha loja aqui, se o prédio não me pertencesse.
— Eu li sobre esta área. Você tem razão. Ela está se transformando em uma zona comercial de luxo.
— Estou me preparando para isso.
— Nesse caso, aceite o computador. Precisará dele.
— Para quê?
— Para entrar na Internet, por exemplo. Poderá contatar outros floristas e saber o que eles andam fazendo. As portas que se abrirão para você a deixarão perplexa.
Ele viu um lampejo de interesse naqueles olhos achocolatados. Em seguida, Vanessa estreitou-os.
— Por que se interessa por mim?
Zachary havia pensado em um novo plano na noite anterior. Precisaria ter paciência. Sem conhecê-lo bem, Vanessa não concordaria em ajudá-lo a destruir Greg Hudgens.
— Quero que organize a festa de bodas de prata de meus pais. Ela pigarreou.
— Mas...
— De minha mãe e de meu padrasto — ele explicou.
— Oh, imaginei que eles também morassem na Califórnia.
— Eles moram. E por isso que você precisará de um computador. - Vanessa  balançou a cabeça. Desde que Zachary surgira em sua vida, no dia anterior, nada fazia sentido. A proposta dele, por exemplo, era absurda.
Por que, então, ela só queria dizer sim, sem se importar com os motivos?
— Se você consultar a lista de classificados de sua cidade poderá escolher entre mais de cem empresas de organização de eventos.
— Estive em um baile beneficente aqui em Minneapolis no mês passado. Você era a responsável pela organização.
— Como soube?
— Ganhei um centro de mesa. Um cesto decorado com flores secas muito original. Seu cartão estava grampeado ao fundo. — Zachary tirou-o do bolso e mostrou a ela. — Enviei o cesto para minha mãe na manhã seguinte, pois tinha certeza de que ela adoraria. E ela adorou-o. Não há dúvida de que você é a pessoa ideal para esse trabalho.
O telefone tocou. Enquanto ela atendia e recebia a encomenda de um buque com uma dúzia de rosas vermelhas, Zachary começou a desembrulhar as caixas. Nos poucos minutos que durou a ligação, ela contou as vezes que Zachary consultou seu relógio de pulso: cinco.
O buquê precisaria estar pronto quando o cliente viesse buscá-lo dali a trinta minutos.
Ela começou a prepará-lo. Com a prática, não precisava prestar muita atenção ao que fazia. Ainda bem. Sua mente estava confusa.
— Por quê eu?
— Porque conheço e admiro seu trabalho, como já disse. E porque somos da mesma cidade. Minha mãe e meu padrasto nasceram em Minneapolis. Assim como eu.
— Eu não sabia disso.
— Por que deveria saber?
Ela juntou dois tipos de folhagens às rosas.
— Curiosidade sempre foi meu fraco. Mas, voltando ao assunto, não seria prático. A menos, é claro, que você esteja pensando em fazer a festa aqui.
— Não. Será na cidade onde eles moram. Atherton, norte da Califórnia, perto de Silicon Valley e da Universidade Stanford.
— Quando?
— No dia vinte de abril. — Ela deixou cair a fita.
— Abril do ano que vem? Daqui a nove meses?
— Parece-lhe tempo suficiente?
— Céus! Eu não sei Zachary.
— Há o problema do salão. Não creio que seja fácil reservar um lugar que comporte cerca de setecentas pessoas.
— De qualquer forma, o que isso tem a ver com o fato de eu precisar de um computador?
— É o meio mais fácil e rápido para você entrar em contato com os fornecedores sem sair de casa.
O buque estava ficando lindo. Enquanto o arrematava com um laço de fita, Vanessa ergueu uma sobrancelha.
— Esqueceu-se de que há telefones e fax em Minneapolis?
— Prefiro e-malis. — Ele esperou até que Vanessa terminasse de decorar o buque. — Está interessada ou não em organizar a festa?
— Claro que estou. Só não entendo por que me escolheu. Sou nova no ramo e moro distante.
— Jamais conseguirá expandir seus negócios com esse tipo de atitude.
— Expandir meus negócios? — ela repetiu, divertida.
— É uma terminologia comercial padronizada — ele explicou.
— Eu teria de contratar alguém para me ajudar.
— Inclua isso nos custos.
— Preciso pensar.
— Não há tempo. Tenho de instalar seu computador e dar-lhe algumas noções básicas antes de deixar a cidade.


Olaaaa meninas 😀
Olha eu aqui novamente na calada da noite 😂😂
Aqui está mais um capítulo...
Ah Marilia eu nao sou a autora dessa fic, infelizmente hahaha, como eu coloquei na sinopse essa fic é apenas uma adaptação da fic original da Kattyerodrigues
Mas assim como você eu tb amo ler essas fics manter guardado eles no meu coração....
Meninas já escolhi a próxima fic... E ja vou começar a adapta-la 😀
Boa noite, beijoooos e até qlqr hora 😘



3 comentários:

  1. Sim...mas mesmo assim obrigada, essas fanfics são incríveis, já li todas e sigo lendo diariamente...obrigada por adaptar essa FanFic...você é incrível

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  2. Sim...mas mesmo assim obrigada, essas fanfics são incríveis, já li todas e sigo lendo diariamente...obrigada por adaptar essa FanFic...você é incrível

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  3. Ai céus, estou ansiosa pelo desenrolar da história
    A Vanessa é bem resistente hein?!
    E acho que Zac tinha que abrir o jogo c ela, para não ferir seus sentimentos
    Já quero logo ler a nova fic também hahaha
    Posta mais
    Xoxo

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