terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Capítulo 15

Tomou um banho, escovou os cabelos e colocou duas gotas de perfume. Quando foi vestir o robe, contudo, deu-se conta de que não o levara consigo. Enrolou-se na toalha.
O quarto estava escuro quando abriu a porta. Zac havia apagado todas as luzes. Mas havia acendido velas. A luz das chamas, ele lhe pareceu ainda mais bonito, mais alto e mais moreno. Seu marido. Seu homem.
Zac lhe estendeu a mão. Ela foi ao encontro dele. Ficou surpresa ao ver pétalas de rosas sobre a cama.
— Eu peguei algumas em sua loja sem você perceber. Mande-me a conta depois — Zac brincou.
Ela sorriu. Zac aproximou-se e beijou-a no pescoço.
— Que sorriso foi esse? — Zac perguntou.
— De felicidade. Não sabia que meus sorrisos são diferentes uns dos outros.
— O de ontem à noite, por exemplo, foi o mais sensual que já vi. Aliás, estou à espera de um igual para continuar.
Antes que Vanessa pudesse responder, Zac beijou-a na boca e foi correspondido. Vanessa colocou-se na ponta dos pés e enlaçou-o pelo pescoço. A toalha começou a escorregar conforme Zac deslizava as mãos por suas costas. Quando ele parou em suas coxas e atraiu-a de encontro a seu corpo, ela hesitou.
— Precisamos parar.
Zac respirou fundo. Vanessa já havia fugido uma vez e o fizera esperar enquanto tomava um banho. Ele não estava em condições de se controlar mais.
— O que houve?
— Não estou tomando pílula anticoncepcional. Você trouxe algo para nossa proteção?
— Zachary mordeu o lábio. Era sua noite de núpcias. Quanto mais queria que tudo desse certo, mais problemas surgiam.
— Você sabe que sonho em ter uma família — ela murmurou. — Estou preparada para engravidar imediatamente ou para esperar o tempo que for preciso. A decisão é sua. Não posso garantir nada. Meus períodos são irregulares.
Era o primeiro grande momento de intimidade no casamento e o primeiro grande dilema.
— Estou disposto a arriscar — Zac respondeu.
O sorriso sexy, que ele pedira, surgiu naqueles lábios que pareciam ter sido feitos para beijar. Zac estava ansioso. Precisava ter calma. Seria a primeira vez para Vanessa. Por mais que desejasse senti-la inteiramente sua, seu ímpeto precisava ser dominado.
— Eu o amo — ouviu-a dizer.
Incapaz ainda de falar sobre sentimentos, Zac afastou a toalha e tirou sua calça de pijama. Era glorioso sentirem-se juntos, pele contra pele, trocando gemidos de prazer e de desejo.
Por mais que Zac repetisse a si mesmo que precisava ir devagar, sua mente não absorvia a ordem. Vanessa não colaborava. Com seu corpo curvilíneo insinuando-se ao dele, com as carícias que lhe fazia, Vanessa o deixava febril.
Quando ele se sentou na beirada da cama e a abraçou de forma que sua boca se apossasse dos seios, pensou que ela chegaria ao clímax naquele instante. Vanessa jogou a cabeça para trás e prendeu-o pela nuca. Gemia cada vez que ele sugava seus mamilos. E ele não se saciava. Mulher alguma havia lhe dado tanta satisfação.
— Nunca pensei que fosse assim — Vanessa confessou. — Adoro sentir o calor de sua pele. Adoro todo seu corpo. — Ela se abaixou e sentou-se no colo de Zac.
— Em seus braços, não sou capaz de raciocinar — Zac murmurou e tornou a beijá-la. — O mundo não existe. Só você.
Zac a colocou na cama e deitou-se sobre ela. Procurou novamente sua boca e encontrou-a úmida e entreaberta. O beijo, dessa vez, foi mais exigente, mais ansioso.
Tocou-a, então, ao mesmo tempo que tornava a lhe sugar os mamilos, no centro de sua feminilidade. Sentiu-a enrijecer. Acariciou-a com delicadeza para não assustá-la. Mas, pouco a pouco, os movimentos de seus quadris, incentivaram-no a fazer carícias mais ousadas. Vanessa gemeu alto. Ele fechou os olhos. Queria dar muito prazer a sua noiva. Queria que seu êxtase fosse além de suas expectativas.
— Não me faça esperar mais — ela suplicou. — Quero sentir você.
Ele se preparou para possuí-la.
— Ajude-me — murmurou.
Ela o tocou pela primeira vez. Zac apertou os lábios. A sensação foi tão incrível que ele temeu não conseguir prolongar a excitação.
— Leve-me para dentro de você, Vanessa. — Foi a vez de Zac implorar. — Antes que eu perca o controle.
Foi mais fantástico do que Zac esperara. Penetrou-a devagar, mas com firmeza, ao mesmo tempo que lhe sussurrava para relaxar.
A união foi perfeita. Ele estava fascinado por ser o primeiro homem na vida de Vanessa. Desejaria saber como ela estava se sentindo.
De repente, percebeu que Vanessa estava contraindo o corpo. Ouviu-a dar um pequeno grito. Não parecia de dor, mas de êxtase. Emocionado, ele a beijou e procurou transmitir naquele gesto toda a paixão, toda a perplexidade e toda a gratidão que estava sentindo pelo privilégio que recebera.
— Meu marido — disse Vanessa e abraçou-o com força.
Marido, amante, amigo e protetor. Ele queria ser tudo para aquela doce e adorável mulher que merecia ter muito mais do que a vida lhe dera e o que verdadeiro pai lhe negara.
Conhecera-a em seu afã de fazer justiça. Agora, no entanto, mais do que justiça, ele queria lhe dar proteção. E isso incluía não permitir que sofresse.
A partir daquele instante, o segredo sobre a paternidade de Vanessa ficaria com ele para sempre. Vanessa não precisava mais de Greg Hudgens. Vanessa tinha um marido. Ele lhe daria tudo que lhe fora negado pelo próprio pai. Ele lhe daria a vida que merecia. E assim que recuperasse a empresa que aquele homem, roubara de seu pai, daria os filhos que Vanessa desejava e também lhe compraria uma casa com um jardim.
— Eu o amo — Vanessa tornou a dizer, assim que suas res­pirações voltaram ao normal.
— Espero não tê-la machucado.
Não era o que Vanessa queria ouvir, mas não diminuiu a esperança que acalentava em seu coração. Zac aprenderia a amar e a falar sobre suas emoções um dia.
— Estou feliz por tê-lo esperado.
— Por ter esperado até se casar, você quer dizer. - Estavam abraçados, e Zac não parava de acariciá-la. Ela sorriu. Ao menos ele já havia aprendido a tocar.
— Não acredita em destino? — Vanessa indagou. — Não acha que você tinha de ser meu, e eu tinha de ser sua?
— Acredito que para tudo existe uma razão, mas não creio que essas razões estejam escritas nas estrelas.
— Você e sua mente analítica — Vanessa protestou. — De que outra forma poderia explicar nosso encontro? Nós vivemos em mundos completamente diferentes!
— Há uma explicação lógica. - Ela encarou-o.
— Claro que não. Não há razão alguma para que nossos caminhos tenham se cruzado.
— Claro que há. Foi essa razão que me levou a procurar sua loja.
— Não — ela insistiu.
— Você poderia ter procurado alguém em uma outra floricultura, em sua própria cidade.
— Foi por essa razão que se casou comigo, Vanessa? Porque acredita que o destino nos uniu?
— Sim. E você? Por que me pediu em casamento?
Zac percebeu que Vanessa não desistiria enquanto não tivesse sua curiosidade satisfeita. Mas não podia dizer a verdade.
— Nossa noite de núpcias não é o momento para discussões — ele decidiu mudar de assunto.
— Você está certo — ela concordou de imediato. — Que tal fazermos apenas o que deve ser feito em uma noite de núpcias?
— Pensei que fôssemos dormir — Zac disse com um sorriso.
— Lógico! — ela concordou e deu uma piscada. — Mais tarde. - Zac arregalou os olhos.
— Vanessa, você já está pronta para fazermos amor outra vez?
— Estou faminta. Preciso comer — ela acrescentou com uma piscada.
— Como se encontra sua geladeira? — Zac perguntou, divertido.
— Tenho sorvete de chocolate com menta e uma caixa de burritos congelados.
— De burritos? — Zac repetiu, surpreso. — Gosto de comida mexicana. E na falta de champanhe, acho que sorvete serve.
Os dois riram.
— Fique aqui — Vanessa ordenou. — Eu já volto.
Ela saiu do quarto tão depressa que Zac não conseguiu olhar para seu corpo. Aproveitou e se cobriu com o lençol até a cintura. Ajeitou os travesseiros para ambos de modo a poderem comer sentados.
Cerca de dez minutos depois, Vanessa voltou. Estava usando uma camisola curta e carregava duas tigelas. Sob o braço, havia um jornal. Ela exibiu-o.
— Eis a razão pela qual me casei com você tão depressa.
Vanessa esperou que Zac visse sua foto no jornal.
— Eu me apaixonei por você há mais de um mês. Foi por isso que aceitei ser sua esposa.
Zac lembrava-se da reportagem. Saíra no Star Tribune um dia após o baile beneficente. Mas precisou ler a matéria para recordar o nome de sua acompanhante. Lily Collins.
— Não estou entendendo.
Ela engoliu a última colherada de sorvete.
— Eu estava almoçando com Ashley e com Selena no dia seguinte ao baile. Elas estavam lendo a publicação a respeito, e eu pedi para ver a foto. Foi quando vi você pela primeira vez. Aconteceu algo muito estranho. Senti o ar me faltar. Disse a elas que sonhava me apaixonar por alguém como você. Elas riram. Selena recortou sua foto e deu-a para mim. Desejou-me sorte. Um mês depois, você entrou em minha loja.
O sorvete de Zac estava derretendo, e ele não havia provado nem sequer uma colherada. Colocou a tigela ao lado do buque.
— Você se lembra de como fiz questão de afastá-lo dos fundos da loja e levá-lo para junto dos arranjos?
— Sim.
— Eu tinha de tirá-lo de lá porque sua foto estava presa com fita adesiva na parede. — Vanessa segurou ambas as mãos de Zac. — Você me salvou.
— Eu a salvei? — Zac estranhou.
— Eu não sentia mais alegria de viver após a morte de minha mãe. Você me devolveu o ânimo. Por sua causa, eu voltei a sonhar. Pesquisei a seu respeito. Guardei vários artigos e fotos que encontrei em jornais e revistas. Confesso que pensei que iria desmaiar, quando o vi em minha loja. E você me diz que não acredita em destino?
Zac não sabia o que dizer, o que pensar. Vanessa estaria certa? Haveria algo de cósmico em sua relação? Tantas coincidências não seriam realmente frutos do destino?
— Diga alguma coisa, Zac.
Ele se sentiu culpado.
— Não tenho palavras.
— Diga como está se sentindo — ela pediu ao mesmo tempo que o abraçava.
— Não sei o que sinto. Estou lisonjeado. É uma honra tê-la em meus braços. Não quero desapontá-la nunca.
— Você está realizando todos meus desejos, um por um. Às vezes pergunto-me se você não viu minha caixa de aniversário.
— Eu a vi e confesso que fiquei tentado a abri-la, mas não tive coragem de invadir sua privacidade. — Ele afagou-lhe os cabelos e apertou-lhe carinhosamente o queixo. — Foi um dia longo. Deveríamos dormir agora.
— Preciso lavar essas tigelas.
— Eu cuidarei disso.
Vanessa havia se esquecido de que Zac estava nu. Ficou olhando para ele como se estivesse hipnotizada enquanto se afastava. Era a primeira vez que via um homem sem roupa.
Fechou os olhos quando percebeu que Zac estava voltando. Ele entrou no quarto, apagou as velas, deixando apenas uma acesa.
— Está tudo bem — ele sussurrou, divertido. — Pode abrir os olhos. Somos casados.
— Você parece um atleta. Seu corpo é forte e musculoso.
— E você é linda. Tem um corpo perfeito. — Zac ajoelhou-se sobre a cama, afastou o lençol e pôs-se a beijá-la.
Vanessa sentou-se e sorriu, provocante.
— Está querendo exercer seu direito de marido?
— Sim. Você faz alguma objeção?
— Nenhuma.
A última vela foi apagada. Abraçaram-se. Zac virou-a de lado por fim e se colocou por trás, enlaçando-a pela cintura.
— Feche os olhos agora. Tivemos emoções o suficiente por um dia. Procure dormir. Estarei aqui o tempo todo, embalando-a.
Vanessa sorriu. Estava exausta, mas feliz como nunca se sentira antes. Era maravilhoso sentir o corpo de Zac junto ao seu, aquecendo-a e protegendo-a. A cerimônia fora linda, apesar de breve. E inesquecível. Mal podia esperar para assistir ao filme de vídeo que Zac mandara gravar.
— Em que está pensando? — ele quis saber.
— Em nosso casamento. Foi perfeito. Cheguei a sentir a presença de minha mãe e... Zac! Nós não avisamos seus pais! E se eles souberem por intermédio dos jornais?
— Eu lhes darei a notícia pela manhã. Não se preocupe com isso.
— Você também estaria preocupado se fosse a nora! Precisamos convidá-los...
— Eles não virão a Minneapolis — Zac interrompeu-a. — Se quisermos vê-los, teremos de ir à Califórnia.
— Não desistirei de tentar uma aproximação. Eles são minha família agora. É importante que me aceitem.
— Olhe para mim.
Vanessa virou-se para o marido e ganhou um longo beijo. Quando se separaram, ela o fitou com insistência.
— Por que não diz agora que não conseguirá esperar até amanhã?
Zac não conseguiu controlar o riso.
— Parece que me casei com uma mulher muito especial. Muito fogosa.
— E apaixonada — Vanessa murmurou. — Importa-se que eu fique por cima desta vez?
— Claro que não, desde que acenda a luz.
Vanessa inclinou-se sobre a mesa-de-cabeceira e acendeu o abajur.
— Você seria capaz de negar meu pedido se eu me recusasse a acender a luz? — Vanessa caçoou.
— Eu não seria capaz de lhe negar pedido algum, Vanessa — Zac murmurou. — Comigo você estará sempre segura.
Esse modo de falar de Zac a perturbava, Vanessa decidiu. Segura? De quê?


Bom inicio de noiteeee....
Aqui está mais um capitulo... Finalmente a primeira noite de Zanessa 🙌😂😂😂
O Zac agora tem que por pra fora o que sente pela Nessa... E falar sobre essa vingaça ai...
Comentem aqui o que acharam.
Beijoooos 😘
Até qlqr hora...

Um comentário:

  1. Jesus apaga a luz 😱😱 que capítulo hot/fofo foi esse?!
    Apaixonada por esses dois *-*
    Preciso de mais capítulos
    Xoxo

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