quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Capítulo 16

— Está... bonito — Vanessa mentiu, quando verificou o arranjo feito pela terceira candidata. Estava feio, assim como os criados pelas outras duas candidatas que entrevistara aquele dia. Estendeu a mão para a mulher em despedida e estava voltando para seus afazeres quando a viu pular de susto diante de Yarg, que lhe desejava o costumeiro bom-dia.
— Que criatura horrível! — a mulher reclamou.
— Ele é meu gnomo de sorte — Vanessa explicou. Enquanto a candidata saía, outra mulher entrava na loja
— Eu gosto de seu gnomo — disse.
— Obrigada. Posso ajudá-la?
— Pretende vender isso? — Ela apontou para o arranjo de mau gosto.
— Oh, não. Acho que irei desmontá-lo para aproveitar as flores. - A mulher estendeu a mão.
— Sou Rosana Giles.
— Vanessa Efron.
— Permite-me tentar salvar o arranjo? Talvez possamos ser úteis uma à outra.
Vanessa fez um movimento afirmativo com a cabeça. Estava surpresa com a desenvoltura da mulher. Ela guardou a bolsa sob o balcão, apanhou um vaso e começou a transferir algumas flores para ele.
— Está procurando emprego? — Vanessa perguntou.
— Não estava, mas acabei de descobrir que é disso que preciso. Quer ouvir minha história enquanto tento passar no teste?
— Por que não? — Vanessa respondeu, certa de que já havia encontrado a pessoa por quem procurava.
— Sou divorciada. Meu marido me deixou o ano passado por uma jovem. Ele é médico, e meu advogado garantiu uma boa pensão para mim e para meus filhos. Portanto, estou procurando algo para passar meu tempo, mais do que dinheiro. E como meus meninos, que são gêmeos, já são adolescentes, estou livre para trabalhar no horário que for necessário, inclusive aos sábados, domingos e feriados. Está pensando em contratar alguém para trabalhar meio-período ou período integral?
— Meio-período. Gosto de cuidar de tudo pessoalmente, mas como às vezes preciso me ausentar, quero deixar a loja com alguém de confiança. Praticamente não saio desde dezembro, quando minha mãe faleceu.
Rosana Giles abandonou o arranjo e deu um abraço em Vanessa que a deixou com os olhos úmidos de emoção.
— Pobrezinha. Sei quanto é duro perder a mãe.
— Obrigada. Não tenho mais mãe e nunca tive um pai. Apenas esta loja. É por isso que sou tão apegada a ela. Mas reconheço que não posso querer fazer tudo sozinha. Tenho planos de expandir meus negócios. Se conseguir arranjar mais espaço, talvez comece a desidratar eu mesma as flores para meus arranjos. Meus cestos estão vendendo bem.
— Você merece. Apesar de jovem, não receia o trabalho.
— Não. Mas preciso me dedicar agora também a meu marido.
— Oh, você é casada? Meus parabéns. Mas procure não abdicar de sua vida por causa dele. Não aconselho.
— Eu nunca desistirei de minha floricultura — Vanessa declarou.
— Ainda bem. Quanto a minha pergunta inicial, estaria disposta a contratar alguém em regime de período integral mais tarde?
— Oh, sim. Também estou pensando em expandir meus negócios para organizações de festas, principalmente de casamento.
— Nesse caso, não creio que eu seja aprovada. Não hesitaria em dizer às noivas que pensassem duas vezes antes de casar.
Vanessa sorriu.
— Não lhe darei esse tipo de tarefa. - A mulher parou.
— Isso significa que o emprego é meu? Mesmo que eu não tenha trazido um currículo nem referências?
— Sim, ele é seu.
— Quanto poderá me pagar? Estou pensando em fazer uma plástica e...
— Você está ótima, Rosana. Não precisa de plásticas. -  Vanessa virou-se ao ouvir a voz de Zac. Ele sorriu para ela e, em seguida, para a desconhecida.
— Zachary Efron! — Rosana exclamou e abraçou-o.
— Vocês se conhecem? — Vanessa perguntou, espantada.
— Sim — Rosana respondeu. — Não é uma sorte que ele tenha entrado aqui justamente agora? Zachary é a única referência que tenho para lhe dar.
— O quê? Você está se candidatando ao emprego? — Zac perguntou, perplexo.
— Estou e fui contratada. Falta apenas acertarmos o salário.
— Por favor, Rosana, dê-nos licença por um momento. — Vanessa puxou o marido pelo braço para os fundos da loja. — Quanto devo oferecer a ela, Zac? Pretendia pagar o salário mínimo, mas ela merece mais. Tenho certeza de que trará muitos novos clientes à loja.
— Ofereça o salário mínimo, como era sua ideia, mais comissões. Quanto mais clientes Rosana trouxer, mais ganhará e maiores serão os lucros da loja.
— Ok. Agora me dê um beijo. Senti sua falta hoje.
Zac deu-lhe um beijo rápido mas cheio de promessas. E não a seguiu quando voltou para junto de Rosana até que elas se acertassem.
— Vocês são parentes? — Rosana quis saber quando Zac se reuniu novamente a elas.
— Marido e mulher — Zac respondeu e apoiou as mãos nos ombros de Vanessa.
— Sério? Você se casou? Ninguém me disse nada!
— Nós nos casamos ontem — Zac explicou. — O anúncio será feito no jornal de amanhã.
— Ontem? E não viajaram para um lugar paradisíaco em lua-de-mel? — Rosana estranhou. — Devo deduzir que a notícia é para ser mantida em segredo?
— Por que deveria? — Zac piscou. Um sorriso surgiu nos lábios de Rosana.
— Então posso passar a novidade adiante? Ótimo! Obrigada, Vanessa. Estarei aqui amanhã.
Assim que ficaram a sós, Zac tirou uma caixinha do bolso, embrulhada para presente.
— Para você, Vanessa. Em comemoração.
— A quê?
— Aniversário de um dia de casamento.
Vanessa abriu a caixinha. Era uma fadinha de cristal.
— Oh, é linda.
— Ela se parece com você — Zac murmurou. Vanessa enlaçou Zac pelo pescoço e beijou-o.
— Já contou a seus pais?
A pergunta não o pegou desprevenido. Ligara três vezes para Vanessa aquele dia, e ela lhe fizera essa mesma pergunta.
— Já. Eles não gostaram muito, como era de esperar.
— Bem, e agora? Fomos banidos da residência deles? Nossos filhos não conhecerão os avós?
Zac preferiu não responder essas perguntas. Eles não haviam tomado precauções na noite anterior. Isso seria corrigido a partir daquele dia.
— Eles querem nos oferecer uma festa. Para darem uma satisfação à sociedade, como você pode imaginar.
— Eu espero que eles me deem uma chance para lhes provar que não quero ser um obstáculo entre vocês e que não estou interessada em dinheiro.
— Nosso casamento é assunto nosso. Em todos os aspectos, inclusive o financeiro. A que horas fechará a loja?
— Daqui a uma hora — Vanessa respondeu. — A propósito, a companhia telefônica já veio instalar a segunda linha.
— Nesse caso, vou subir e ajustar o provedor.
Zac estava se dirigindo à escada quando Vanessa o fez parar.
— Sr. Efron? E meu beijo?
— Eu não estou de saída.
Ela sorriu, e Zac não resistiu. Voltou para Vanessa e beijou-a na boca.


Boa noiteee...
As coisas por aqui estão a mil maravilhas em comparação ao outra fic nao é mesmo?
Sem palavras até pra descrever... Os pais do Zac tem que aceitar a Nessa...
Cometem ai...
Beijooos 😘
Ate mais...

2 comentários:

  1. Aiw que amor esse casal gente *-*
    Tô apaixonada 💓
    Quero mais capítulo logo
    Xx
    P.S.:amooo esses gifs de Ezria 😍😍

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  2. Capítulo perfeito! Fic maravilhosa, estou amando!!!

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