quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Capítulo 21

Uma luz ofuscou-lhe a visão. Apressou-se a voltar para seu lugar, atrás do volante. Por sorte, Vanessa ainda estava vestida.
Abriu a janela ao ver um policial se encaminhando para o carro. E quis que o chão o tragasse quando ouviu a sugestão de que procurassem um local onde não corressem o risco de serem vistos.
Voltaram em silêncio. Vanessa tentou falar, mas Zac não quis ouvi-la. E o silêncio persistiu até entrarem no hotel e subirem pelo elevador.
Assim que fechou a porta da suíte, Zac pegou-a pela mão e a conduziu ao quarto. Ainda sem falar, beijou-a.
— Não está mais bravo comigo? — Vanessa perguntou. Zac despiu-a.
— Deveria estar. — Despiu-se em seguida e deitou-se sobre ela. Penetrou-a sem prévio aviso. — Deveria estar — repetiu.
— Mas?
Ele começou a se mover dentro de Vanessa.
— Você estava certa. Foi excitante. Foi bom riscar essa pendência de minha lista. Confesso que não sei até onde teria ido se aquele policial não nos surpreendesse.
Vanessa arqueou o corpo para senti-lo melhor. Zac não conseguia se controlar.
— É isso que você quer?
Ela gemeu em resposta. Amava Zac cada vez mais. E ele estava tratando-a como se também a amasse.
— Por que está fazendo isso comigo? — Vanessa sussurrou. Ele a fez abraçá-lo com as pernas. Queria tê-la mais e mais. — Porque preciso de você. Eu preciso de você.
Vanessa sentiu-se invadir por uma forte emoção. Era mais do que um começo. A luz que os envolvia era cada vez mais clara quando faziam amor.
Alcançaram o êxtase juntos. Depois, como Zac continuasse dentro dela, acariciou-lhe os cabelos até sentir que ele relaxava.
Quando Zac se afastou e deitou-se a seu lado, levou-a consigo. E foi então que Vanessa ergueu o rosto e disse:
— Nós vamos ter um bebê.
Zac sentiu o coração parar.
— Nós vamos ter um bebê? — repetiu.
Vanessa fez um movimento afirmativo com a cabeça.
— Faz seis horas que descobri. Nunca tive tanta dificuldade em guardar um segredo. Pretendia lhe contar no lago para que essa noite fosse realmente inesquecível para você.
Zac não sabia o que dizer. Como podia falar a Vanessa sobre seus sentimentos, se não conseguia descrevê-los nem sequer a si mesmo? Mas se antes queria proteger Vanessa, agora faria qualquer coisa no mundo para protegê-la e a seu filho.
— Pensei que já estivesse tomando pílula anticoncepcional.
— Era o que estava decidida a fazer. O médico me prescreveu uma receita. Eu deveria começar a tomá-la em minha próxima menstruação. Mas como estou atrasada, voltei hoje ao consultório.
— Quando aconteceu?
— Da segunda vez que você voltou da Califórnia. Isso significa que estou de quatro semanas. Como está se sentindo? Sei que não queria um filho tão cedo.
— Não me esforcei muito para não concebê-lo, não acha? — Zac disse com um sorriso. — Desconfio que queria um bebê tanto quanto você. Como está se sentindo?
— Feliz. E você, Zac, está feliz?
— Estou. — Ele também estava preocupado. Fizera amor com Vanessa com muito ímpeto. Precisava superar o constrangimento e perguntar ao médico como deveria se comportar agora que sua esposa estava grávida. — Cuidarei bem de você, Vanessa. Prometo.
— Nunca duvidei disso. — Ela se levantou. — Vamos telefonar para seus pais e contar a novidade?
Zac sabia que não havia chance de convencer Vanessa a desistir da ideia. Pegou o telefone e falou com os pais. Depois passou a ligação para Vanessa.
Acariciou-a enquanto conversava com sua mãe. E viu-a e ouvi-a rir. Seria possível que Vanessa tivesse conseguido? Sua mãe estava disposta a ser uma boa avó?
Mais tarde, quando Vanessa dormiu em seus braços, ele se sentiu invadir por uma sensação de pânico. Não podia perdê-la. Trouxe-a para mais perto dele.
Não conseguiu dormir aquela noite.

Fazia uma semana que Zac não a procurava para fazerem amor. Desde que soubera que ela estava grávida.
Vanessa estava decidida a colocar um fim nesse jejum naquela noite. Zac dissera uma vez que ela era irresistível. Quando ele visse o cenário que estava preparando, irresistível seria uma palavra por demais branda.
Compraria uma camisola nova de renda preta e uma manta de pele. Para completar, levaria algumas dúzias de cravos, a flor preferida de Zac, e as distribuiria pelo apartamento.
— Vanessa?
O chamado a fez franzir o rosto. Estava na loja de lingerie, escolhendo a camisola, quando Luana Tisdale, a esposa de Gregory a fez enrubescer. Era a primeira vez, afinal, que fazia compras com o intuito de seduzir alguém.
— Como vai?
— Tudo bem. Resolvi seguir seu conselho.
— Meu conselho? — estranhou a mulher.
— No chá de bebê de Demi, a senhora lhe deu uma peça de lingerie, está lembrada?
Vanessa estava constrangida diante da esposa de Gregory. Não conseguia disfarçar. Não depois de ter conhecimento sobre o problema com a Knight Star Systems.
— Oh, sim.
— A senhora fez um comentário sobre nós, jovens de hoje, não sabermos conservar o interesse de nossos maridos.
O sorriso de Luana Tisdale, dessa vez, foi genuíno.
— E claro. Alguém me perguntou se era com essa artimanha que eu mantinha Greg a meu lado.
— A senhora disse que o mataria se ele a traísse.
— É verdade. E ele está bem vivo. — As duas riram. Em seguida, Luana observou. — Você parece muito feliz, Vanessa.
— E estou feliz. Adoro meu marido, e vamos ter um bebê.
— Meus parabéns a vocês, então. E procure aproveitar bastante essa linda camisola que está comprando. Logo não caberá mais dentro dela. — A mulher parou de falar e ficou olhando para Vanessa por algum tempo. — Foi um prazer revê-la.
— Obrigada, igualmente.
Vanessa respirou aliviada quando a mulher foi embora. Havia algo em seu olhar que a deixava desconfortável.

Zac devolveu o telefone ao gancho. A reunião havia acabado mais cedo do que o previsto, e ele já se encontrava no hotel. Ligaram da recepção e avisaram que um senhor pedia para vê-lo. Zac estranhou. Ao perguntar de quem se tratava, quase perdeu o fôlego. Gregory.
Consultou seu relógio de pulso. Vanessa demoraria algumas horas para chegar. Isso lhe dava tempo mais do que suficiente para ter uma conversa com Greg.
A batida à porta foi forte e seca. Autoritária. Como todos os membros da família, Greg Hudgens exalava arrogância. Estava usando um terno de corte impecável que acentuava os ombros largos, uma característica que passara a ambos os filhos, Dorian e Christian.
— Entre — Zac convidou. Não estendeu a mão. Tinha certeza de que o outro não esperava por esse gesto.
— Tem certeza de que poderemos conversar sem que sua esposa nos interrompa? — Greg quis saber.
— A floricultura fecha às seis horas. Se ela fosse sair mais cedo, teria me avisado.
Greg sentou-se em uma poltrona, mas Zac permaneceu de pé.
— Nunca falei com ela, mas pude observá-la recentemente. Ela é uma jovem muito agradável, cheia de vida.
— A mãe soube educá-la — Zac declarou, chocado com o modo imparcial de Greg falar sobre a própria filha como se fosse uma mera desconhecida. — Podemos passar para o que interessa?
— Apreciaria se você se sentasse. Se preferir permanecer de pé, eu me levantarei. Não creio que nossa conversa deva ser encarada como um confronto.
Zac se sentou, antecipando o sabor da vitória.
— Há alguns meses, fui informado de que você vinha comprando sistematicamente ações da Knight Star — disse Greg. — No momento, é o maior acionista da empresa depois de mim.
— Sim.
— Eu adquiri essa empresa há vinte e cinco anos, e ela sempre me deu lucros.
— O senhor não adquiriu a Knight Star, Sr. Tisdale.
— Bem — o homem hesitou —, isso não diminui meu mérito de tê-la tornado uma empresa muito bem-sucedida no ramo. Até recentemente.
Zac não fez nenhum comentário.
— Como é o segundo maior acionista — Greg prosseguiu —, creio que esteja interessado em saber que a empresa tem enfrentado alguns problemas.
— Que tipo de problemas?
— De repente, os fornecedores não estão em condições de fabricar os componentes necessários para nossa produção, não há peças de reposição no mercado no caso de nossos equipamentos apresentarem defeitos, pedidos são cancelados sem motivo, os lucros estão em declínio.
— O que pretende fazer a respeito?
— Eu lhe faço a mesma pergunta. Afinal, o senhor é a fonte de todos os problemas.
Zac deu um sorriso.
— Sou?
— Acontece que uma das pessoas que você procurou é um velho amigo meu. Ele me contou que você lhe fez uma oferta melhor do que a minha na condição de que ele lhe fornecesse seus chips com exclusividade. Com essa informa­ção, entrei em contato com meus outros fornecedores, e eles admitiram a situação.
— Não há nada de ilegal em minhas operações.
— Não. Negócios são negócios. Mas é estranho que esteja disposto a arcar com prejuízos para destruir minha empresa. Agora o que mais me intriga é o fato de ter pedido demissão da Efron’s Enterprises. Não consigo entender o porquê de estar aumentando os lucros deles, em detrimento do seu e do meu. Ou melhor, eu entendo. A única dedução possível é de que se trata de algo pessoal. Você não está medindo esforços para me arruinar. Não se importa que pessoas percam seus empregos. Estou sendo obrigado a dispensar vinte por cento de meus funcionários. Sua conduta sempre revelou honestidade e fibra. Nunca ouvi uma palavra que o desabone. No entanto, estou sendo atacado sem piedade. Gostaria de saber a razão.
Era o momento da verdade. O momento que custara tanto a chegar.
— Meu pai morreu quando eu tinha oito anos — Zac disse por fim. — Minha mãe tornou a se casar e seu marido me adotou. O nome de meu pai era Knight.
Era a primeira vez em vinte e cinco anos que Zac dizia aquele nome em voz alta.
Zac pestanejou. Em seguida passou uma das mãos pelo rosto.
— George Knight era seu pai?
— Sim.
— Sempre soube que este dia chegaria.
— Chegou.
Greg se levantou e deu alguns passos pela sala.
— Carrego um imenso peso em meus ombros desde que cometi aquele erro. Se pensa que esqueci o passado, não é verdade.
— É pouco pelo que fez. O senhor destruiu um homem bom que adorava seu trabalho e sua família. Quero que sinta o mesmo que ele sentiu.
— O que pretende fazer?
— Quero a Knight Star. Ela é minha herança.
Greg fez um movimento negativo com a cabeça.
— Não desistirei de minha empresa. Fiz uma promessa quando seu pai morreu: a Knight Star seria a melhor em seu ramo, seus funcionários seriam sempre tratados com consideração e justiça. Teriam estabilidade. Não quis anexá-la à cor­poração da família para que ninguém desse ordens exceto eu. Mudei muito. Não sou mais o mesmo homem.


Boa tardeee...
😱😱😱
A V terá um bebezinho 😍
O Zac parece que ficou muito feliz ne!?
Hahahah Vanessa safadinha.... Imagina quando ela souber q a Luana é madrasta dela... Quero nem pensar!
Iiiiiih ja nao gostei dessa visita do Greg ao Zac e gostei menos ainda agora do assunto.... Pressinto coisa ruim na área!
Estamod nas emoções final da fic 😭😭
Mas cometem o que acharam do capitulo...
E visitem a outra fic... (O link está no canto superior da página à direita)
Beijooos 😘😘
E até qlqr hora....

2 comentários:

  1. É muita novidade para pouca Rafaela kkkkkk
    Aiw que amorzinho a V grávida 😍
    Tenho certeza que ela e o Zac serão muito felizes
    Quero logo o próximo capítulo
    Xx

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