sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Capítulo 8

— Nunca foi a um piquenique em toda sua vida? — Vanessa perguntou, pas­ma, às costas de Zachary que se ocupava em colocar no computador o balanço da floricultura do ano anterior.
— Não que eu me lembre.
— Isso é anti-americano. Não foi a um piquenique nem sequer em um quatro de julho, o dia da independência?
— Não.
— Então vamos resolver essa pendência hoje mesmo. Zachary retirou as folhas da impressora e estava se virando para mostrar os gráficos quando percebeu, tarde demais, que Vanessa havia se inclinado sobre seu ombro. Seu rosto encostou nos seios perfumados. Ela não se moveu. Nem ele.
Uma onda de desejo invadiu Vanessa. De repente, os mamilos se enrijeceram e ela se surpreendeu.
— Não tornaremos a falar sobre negócios até voltarmos do parque, combinado? Vou trocar de roupa e em seguida providenciarei nosso piquenique.
Ela se afastou, mas o encanto não foi quebrado. Zachary não conseguia se mover.
— Fui ao supermercado antes de abrir a loja — ela contou do quarto. — Hoje temos várias opções.
— O vinho fica por minha conta — ele informou. — Trouxe uma garrafa.
Ela fechou a porta, e ele finalmente respirou. Antes de desligar o computador, decidiu verificar mais uma vez seu e-mail. Encontrou outra mensagem do padrasto, querendo saber quando ele pretendia reassumir suas responsabilidades na Califórnia. Aquilo não era justo. Ele vivia para seu trabalho. Não se lembrava de ter tirado férias alguma vez.
Desligou o computador sem responder a mensagem. Era sexta-feira. As noites de sexta-feira eram dedicadas à diversão. E ele pretendia se divertir para variar.
— O fato de eu nunca ter ido a um piquenique não significa que não saiba como é. — Zachary explicou enquanto ajudava Vanessa a estender uma toalha sobre a grama.
A noite estava quente. Ela havia colocado shorts e uma blusa sem mangas.
— O cardápio básico é frango frito, salada de batata e picles. Melancia para a sobremesa. As pessoas cospem os caroços, depois se deitam sobre a toalha e resmungam sobre terem comido demais enquanto assistem à queima de fogos — Zachary caçoou.
— Você me ajudou a arrumar a cesta. Portanto sabe que não comeremos nada do que falou.
— E quanto aos fogos de artifício? Eles não podem faltar.
— Se quer fogos, terá de arrumá-los. Hoje não estamos comemorando a independência dos Estados Unidos.
Fizeram sanduíches com pães frescos, peru defumado, duas qualidades de queijo e mostarda. Abriram os potes com salada de macarrão e legumes e com as sobremesas que eram melão em cubos e bolo de chocolate em pedaços. O vinho era branco, da região da Califórnia.
Vanessa se deitou.
— Você tem razão sobre a parte das queixas. Eu realmente comi demais. — Vanessa bebera apenas um copo de vinho. Não queria repetir o episódio da noite anterior quando dissera palavras pelo computador que não teria dito se estivessem frente a frente.
Olhou para Zachary. Ele estava sentado com as costas apoiadas contra uma árvore e sorria. Ocasiões como aquela, em que Zachary podia relaxar, deveriam ser raras em sua vida. Ele terminou de beber o vinho, colocou o copo no chão e alongou os braços. Depois fechou os olhos.
— Não entendo como encontra tempo para me ensinar computação.
— Não é uma tarefa difícil. Você é uma ótima aluna. — Ele serviu mais um copo de vinho. — Irei embora amanhã.
Vanessa sentiu um aperto no coração.
— Pretende voltar?
Ele assentiu com a cabeça.
— Enquanto isso não é possível...
— Eu sei. Trocaremos mensagens pela Internet.
— Talvez eu lhe telefone.
Um arrepio percorreu o corpo de Vanessa. A atração que sentia por Zachary era tão forte que ele só precisava olhar para ela para que estremecesse.
Ela, o imitou.
— E bom estar com você — Zachary murmurou após algum tempo. Vanessa rolou na toalha, ficou de bruços e apoiou a cabeça sobre a mão. Sem saber, ele estava respondendo à pergunta que ela vinha se fazendo desde o dia anterior. Por que um homem tão ocupado quanto Zachary estava passando tanto tempo com ela? Era simples. Ela não exigia nada dele.
— Imagino que as pessoas estejam sempre lhe pedindo algo.
— É verdade.
— Já lhe ocorreu mudar de profissão?
A resposta demorou alguns segundos para ser dada.
— Uma ou outra vez.                                                
— O que o trouxe a esta cidade?
— Negócios. A aquisição de uma empresa.
— No sentido de comprar ou de tomar posse?
Ele não respondeu, e ela se arrependeu de haver perguntado. Não queria parecer bisbilhoteira.
Uma folha se soltou da árvore naquele instante. Ficou olhando-a cair até pousar em Zachary. Gostaria de retirá-la, mas resistiu à tentação. Zachary não reagia bem a seu toque.
— Agora que já comemos e descansamos, vamos voltar para seu apartamento? — ele sugeriu.
Zachary estava guardando os potes na cesta quando pressentiu a aproximação de Vanessa. Ela ergueu a mão. Ele enrijeceu. Sentiu os dedos lhe tocarem os cabelos. Em seguida ela lhe mostrou uma folha.
— Pousou em você.
Ele estava sendo ridículo. Como podia se deixar dominar pelo desejo? Não podia nem sequer chamar de toque, o leve contato dos dedos de Vanessa.
— Obrigado — agradeceu e continuou a guardar os potes.
— Minha mãe e eu fizemos muitos piqueniques aqui. — A voz de Vanessa soou emocionada. — Esta é a primeira vez que venho sem ela. A saudade é tanta que quase não consigo respirar.
Zachary cerrou os dentes.
— Nunca pude esquecer meu pai. Nada nem ninguém pôde substituí-lo.
— Talvez, um dia, você se sinta melhor se tiver sua própria família. Já pensou nisso?
Zachary hesitou. Aquele deveria ser o sonho de Vanessa. Não era o dele. Mas não quis magoá-la.
— Talvez.
— Quero tanto ter uma família, que chego a criá-la em minha imaginação — Vanessa confessou.
A declaração não o surpreendeu. Provocou raiva. Vanessa tinha uma família e fora ignorada durante todos aqueles anos.
Não descansaria enquanto não fizesse Greg Hudgens pagar por todos seus erros.
— Quero lhe apresentar só mais uma coisa — disse Zachary, três horas mais tarde. — O dicionário.
— Não seria mais fácil usar o livro? Ele está sempre à mão.
— Se você está diante do monitor, basta acessá-lo. Veja. — Zachary digitou a palavra leprechaun. "Gnomo do folclore irlandês com poderes para revelar um tesouro escondido a quem o pe­gar." — Você lhe deu um nome tão estranho quanto ele. Yarg. De onde o tirou?
— É um nome céltico — Vanessa disse, corada.
— Vamos procurar o significado?
— Não! — Ela se levantou. — Estou cansada. Já tivemos lições suficientes por hoje. A propósito, ainda me considera uma boa aluna?
— Sim. Por quê?
— Nunca conheci alguém tão paciente quanto você.
— Esperava tornar-se uma especialista com apenas duas ou três lições?
— Detesto o processo de aprendizagem. Sinto-me incapaz.
— E muito severa consigo mesma. Você é inteligente. E está me ajudando muito. Com suas dificuldades, poderei rever o manual de instruções e simplificar os pontos que certamente não estão claros o suficiente para a maioria dos usuários.
Zachary se levantou. Precisava ir embora antes que fizesse algo de que se arrependeria depois, como beijá-la. Era-lhe difícil manter o autocontrole após ficar sentado ao lado de Vanessa durante horas, sentindo seu perfume e admirando seu perfil concentrado.
— Não tema, Vanessa. Fiz uma cópia de todos os programas instalados. Caso você os perca, o problema não será tão grave quanto imagina. Se você tivesse uma segunda linha telefônica, tudo ficaria mais fácil. Até que isso aconteça, não conseguirei ligar para você.


Oiiiiiii....
Ontem acabei esquendo de postar então overdose de fic hj....
Aqui está mais um capítulo 
E o primeiro capitulo de Orgulho e Lealdade ja está disponível!!!
Comentem bastante e até amanhã 
Beijoooooos 😘

2 comentários:

  1. So acho que o Zac podia aproveitar melhor a companhia de Vanessa,tô louca pra eles se beijarem logo
    Posta logo bjs

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  2. Super concordo com a Zanessa 4ever
    O Zac devia matar a vontade dele e da Vanessa, porque ambos querem o beijo
    Estou ansiosa p ver eles juntos.
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    Xx

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